terça-feira, 11 de setembro de 2012

Clássicos Brasileiros: Fiat 147 - Parte 3

[CONTINUAÇÃO] A posição de dirigir era curiosa, com o volante quase na horizontal. O banco que vinha de série era ruim, com seu encosto fixo - mas um modelo com ajuste era oferecido como opcional.


Outro ponto fraco era o fecho do cinto de segurança, que se abria sem mais nem menos, à menor pressão. Naquele tempo, contudo, ninguém usava esse equipamento e nem estava preocupado com isso... O que importava era que quatro pessoas viajavam bem mais folgadas no 147 do que num Fusca.
O motorzinho de quatro cilindros em linha era bem diferente do usado no 127 original. E tinha méritos. Era o de menor capacidade volumétrica entre todos os vendidos à época no Brasil, com apenas 1.050 cm³. Mesmo assim, rendia 55 cv brutos, um bom resultado para aqueles tempos. Era obra de Aurelio Lampredi, famoso por projetar mecânicas para a Ferrari nos anos 50.
Propaganda do Fiat 147 - de 1978.
O desempenho não chegava a ser brilhante, mas estava dentro do que se esperava: aceleração de 0 a 100 km/h em 20 segundos e velocidade máxima de 135 km/h. Eram marcas bem próximas às obtidas pela VW Brasília - e olha que a principal concorrente do Fiat tinha um motor de 1.584 cm³ com dupla carburação! Mas era nas curvas que o Fiat realmente se sobressaía. Com pneus radiais (145 R13), boa distribuição de peso e uma distância entre-eixos relativamente grande para o pequeno comprimento da carroceria, o 147 era o carro de grande série mais estável do Brasil.

DIA 12/09 - PARTE 4 DA HISTÓRIA DO FIAT 147

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