domingo, 9 de setembro de 2012

Clássicos Brasileiros: Fiat 147 - Parte 1

No começo do século 20, os Fiat eram comuns no Brasil. Basta dizer que a primeira corrida disputada no país (o Circuito de Itapecerica, em São Paulo, no ano de 1908) foi vencida por Sylvio Penteado ao volante de um carro da marca italiana.

Havia modelos da Fiat grandes e luxuosos, mas, a partir da década de 30, automóveis pequenos como o 508 (Balila) e o 500 (que ficou mais conhecido aqui como "Pulga") fizeram a imagem da empresa. Todos esses carros eram trazidos da Itália montados ou em peças. Em 1953, contudo, as importações de automóveis completos foram restringidas no Brasil e a Fiat se distanciou do nosso mercado. Preferiu fazer uma fábrica na Argentina - país que, na época, tinha uma população mais rica do que a nossa.
Fiat 127 - carro que serviu de base ao nosso 147.
A partir daí, os velhos Fiat foram sumindo das ruas brasileiras, ainda que um ou outro modelo esportivo de vez em quando chegasse da Itália como brinquedo de playboy. Eis que, em 1971, Rondon Pacheco, governador de Minas Gerais, viajou à Itália para uma conversa com Giovanni Agnelli, todo-poderoso presidente da Fiat.
Na pauta, estava o convite para a construção de uma fábrica no Brasil - país que vivia o "milagre econômico", com crescimento médio de 10%. O anúncio oficial foi feito dois anos depois: a marca italiana teria uma grande instalação industrial em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O 147 - que começou a ser produzido em Betim no ano de 1976.
Era, no mínimo, uma aposta ousada, uma vez que nosso mercado era dominado por três fábricas havia muito tempo instaladas aqui: Volkswagen (tida como uma imbatível líder), Ford e Chevrolet.
Mas qual carro seria feito no Brasil? Ainda em 1973, a Fiat trouxe da Itália alguns exemplares do modelo 127, compacto de duas portas movido por um motorzinho de 903 cm³. Sua parte mecânica fora um dos últimos projetos do famoso Dante Giacosa (criador de modelos lendários como os Fiat 500 e 600). No Brasil, o carrinho teria uma tarefa difícil: competir com o Fusca. Na época, a cada dois carros produzidos no país, um era o besouro da Volks...
Fusca: o imbatível líder do mercado.
Também caberia ao Fiat brigar com a Brasília e o Chevrolet Chevette, muito bem-aceitos em nosso mercado.

DIA 10/09 - PARTE 2 DA HISTÓRIA DO FIAT 147

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