sexta-feira, 23 de julho de 2010

Totalmente Brasileira: Parte 3

A Brasilia não iria substituir o antigo besouro.
A construção da Brasilia era avançada.

Márcio Piancastelli, chefe de desenho da Volkswagen do Brasil, aceitou feliz a missão e começou a coordenar os trabalhos de criação.
O ponto de partida foi a distância entre-eixos: exatamente os mesmos 2,40m do Fusca. Mas, a plataforma foi alargada. E todo aquele espaço que era desperdiçado com os estribos e os para-lamas proeminentes do besouro foram incorporados ao conforto dos ocupantes. Os dois da frente poderiam se esparramar, e os três passageiros de trás também deveriam ficar bem à vontade.
Para manter a cabine arejada e permitir que os vidros fossem bastante grandes, o painel era rebaixado. Aqui, aliás, entra um detalhe interessante: o painel era uma adaptação do que fora usado no DKW Fissore, um cupê da extinta Vemag (fábrica comprada pela Volkswagen em 1967).
Os primeiros desenhos de Piancastelli mostravam um carro com para-brisa bem avançado - antecipando as minivans da atualidade. No fim, contudo, o componente foi recuado para uma posição mais ''normal''.

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