quinta-feira, 22 de julho de 2010

Paisagem do país: Parte Final

Opala Comodoro, a versão intermediária.
NA LINHA 1980, outra plástica. Os Opala ganharam faróis retangulares.
UM DOS ÚLTIMOS Diplomata produzidos. Modelo saiu de linha em 1992.

Mas havia também muito Opala básico de quatro cilindros na labuta do serviço público, como carro de polícia ou em uso por burocratas de média patente. Além, é claro, das Caravan ambulância - se o médico não resolvesse, a caminhonete GM, em versão coche fúnebre, levava o finado para o cemitério...
E o Opala era também o sonho de consumo do chofer de praça. Muito confortáveis, eram os carros mais usados como táxis especiais.
Em meados dos anos 80, contudo, modelo da GM já parecia envelhecido ante a chegada de rivais como o VW Santana. Para tentar disfarçar, outra cirurgia estética. Mais uma vez, mudavam grade e traseira... E houve também refinamentos mecânicos, como um novo câmbio automático de quatro marchas.
Mas era tarde. Em 1990, Collor chamou os carros nacionais de carroças - e o Opala era um exemplo de dinossauro em linha. Vieram os importados e as vendas do velho nacional despencaram. O último exemplar - um Diplomata - foi produzido em abril de 1992.
Foram feitos 1.274.362 Opala, em todas as suas variações. Hoje, o modelo é cultuado como um dos melhores carros já produzidos no Brasil. Qualquer hatch com motor 1.6 atual anda mais do que o velho Chevrolet, mas pondo os óculos da cor-de-rosa nostalgia, devemos reconhecer o que o modelo da GM significou à sua época: um carrão!

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