segunda-feira, 19 de julho de 2010

Paisagem do país: Parte 2

Caravan. É o nome da versão caminhonete do Opala.

Uma combinação assim já fora testada no México, com o Opel Olimpico, de produção local. Austrália e África do Sul também faziam suas diferentes versões de ''Rekord híbridos", com motores ao estilo americano: parrudos, simples e cheios de torque.
O desenho do carro foi traduzido para o mercado brasileiro com extensas modificações de estilo, principalmente na frente e na traseira. Houve ainda diversas adaptações mecânicas e de materias para as condições do país.
Assim nasceu o Opala, em novembro de 1968, anunciado com uma intensa campanha publicitária, com o slogan ''Seu carro vem aí" e personalidades como Rivelino e Tônia Carrero.
O nome foi um grande achado: além de lembrar a pedra semi-preciosa, Opala era uma mistura de ''Opel'' com ''Impala''. Pegou a essência do carro.
Os motores eram feitos no Brasil e tinham um projeto recente (1962), sendo idênticos aos usados nos americanos Chevrolet Nova e Impala.
A versão de quatro cilindros tinha o motor 153, com 2.509 cm3 e 80cv de potência bruta. Equipava os Opala mais baratos - chamados de ''2.500''.
Quem podia, pegava a versão 3.800, de seis cilindros em linha. Tinha 3.763 cm3 de cilindrada, rendendo 125cv brutos.
Apesar de ser um ''seis em linha'', com comando de válvulas no bloco, o motor do Opala era bem menor e mais leve que o dos utilitários Chevrolet Brasil, cuja mecânica datava dos anos 30.
Inicialmente, todos os Opala tinham carroceria sedã de de quatro portas. E, qualquer que fosse o motor, o câmbio era de três marchas com alavanca na coluna de direção - e bancão inteiriço na frente.

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