domingo, 18 de julho de 2010

Paisagem do país: Parte 1

A C-1416, depois ganharia o nome de 'Veraneio'.
Os primeiros Opala's, os de 1968.

NA PRAÇA: espaçoso e robusto, o Opala era o sonho de consumo do chofer de táxi.

Até o início dos anos 50, a General Motors era a dona do mercado de automóveis no Brasil, com seus robustos e confiáveis Chevrolet de origem americana, montados aqui com peças importadas. Mas, a partir de 1953, houve um estímulo cada vez maior à implantação de fábricas de verdade no país.
Foi aí que a GM marcou passo: decidiu deixar os carros de lado e fazer aqui apenas veículos comerciais - os caminhões e picapes da linha Chevrolet Brasil. Automóveis de passeio? O mais próximo disso era o utilitário C-1416, que mais tarde ganharia o nome Veraneio.
Pois bem... Depois de arrastar os pés por dez anos, a empresa acabou atropelada pela realidade do nosso crescente mercado - era a hora de lançar um sedã nacional. Em vez de fazerem aqui um modelo americano, partiram para uma solução multinacional: uma mistura de Europa com Estados Unidos, com tempero Mexicano.
O monobloco era do Opel Rekord C, um belo sedã médio-grande desenhado na Alemanha. Lá o carro teve um enorme sucesso enquanto foi fabricado (1967-1971).
Mas, em vez de usar o motor do Opel, a GM do Brasil preferiu adotar uma mecânica com projeto americano.

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