domingo, 10 de janeiro de 2010

Chevrolet Malibu. Em breve, entre nós




Painel sóbrio, quadro de fácil leitura. Porta-malas abriga 427 litros.



Enquanto a cidade de Malibu, na Califórnia, parece ter um imã para desastres naturais (incêndios, deslizamentos, ressacas nas praias, artistas de Hollywood em clínicas de reabilitação), a nova geração do Chevrolet Malibu atrai apenas elogios desde que foi lançada, no Salão de Detroit, em janeiro de 2008. É este o carro que deve chegar ao Brasil este ano. O sedã se encaixaria entre o Vectra e o Omega e, ao preço de R$ 110 mil, chegaria pra brigar com Ford Fusion e com VW Jetta.


O modelo, que é um sedã grande com tração dianteira, usa a plataforma Epsilon, a mesma do Saturn Aura e do Saab 9-3. Nos Estados Unidos da América (USA), tem quatro versões de acabamento e três de motorização (2.4, 2.4 híbrida e V6 3.6). A mais potente tem bloco de alumínio, 24 válvulas e comando de válvulas variável, com 252 cv e 34,7 mkgf de torque a adequadas 3.200 rpm. É esta versão a mais cotada para chegar ao Brasil.
O V6, que pode ser encontrado no Cadillac CTS, está acoplado a uma caixa de seis marchas. Na pista de testes, o Malibu acelerou de 0 a 100 km/h em seis segundos e percorreu 400 m em 14,6s. Também agradou nos testes de frenagem: a 130 km/h, levou 69,4 metros para parar.

A grande diferença entre a antiga e a atual geração é que o novo Malibu é um sedã com virtudes suficientes para agradar aos mais exigentes. Ele tem boa estabilidade, sem transmitir a sensação de flutuar em altas velocidades e não perde a aderência sem avisar. O nível de ruído é baixo. A direção é precisa e avisa corretamente o que as rodas estão fazendo. As trocas de marcha são suaves, embora o kick-down, aquela manobra em que se pisa pra valer no acelerador a fim de provocar redução de marcha nos câmbios automáticos, pudesse ser mais rápido.
Por dentro, ele é bem espaçoso, conseqüência do aumento em 15 cm na distância entre-eixos. As lições que a GM aprendeu durante o desenvolvimento do Cadillac CTS foram aplicadas ao Malibu: no geral, as peças são moldadas com materiais de boa qualidade e textura, com encaixes perfeitos. O painel de instrumentos tem três divisões bem definidas (conta-giros, velocímetro e marcadores de combustível e de temperatura) e oferece fácil leitura.
Mas não vamos exagerar. Os painéis das portas destoam do conjunto pelo revestimento que não está à altura do restante do acabamento. E o porta-malas, de 427 litros, é pequeno para a categoria (no do Ford Fusion cabem 530 l).
O Malibu é a prova mais recente da evolução dos carros da GM nos Estados Unidos da América (USA). Mas ele tem força pra tirar do Fusion o título de preferido dos Brasileiros? Aqui, a briga será decidida pelo custo-benefício. Mas a resposta teremos apenas no próximo ano.
Site Oficial da GM >> Clique Aqui
---FICHA TÉCNICA---
---Preço: US$ 28.340
---Motor: V6, 3.6, 24V
---Potência: 252 cv (6.300 rpm)
---Torque: 34,7 mkgf (3.200 rpm)
---Transmissão: Automática, 6 velocidades, tração dianteira
---Suspensão: Independente nas 4 rodas, tipo McPherson (D), multibraço (T)
---Freios: Discos Ventilados (D), Discos (T)
---Rodas e pneus: 255/50 R18
---Dimensões (comprimento / entre-eixos / largura / altura): 4,87m / 2,85m / 1,78m/ 1,45m
---Peso: 1.665 kg
---Porta-malas: 427 litros
---Tanque: 61,7 litros

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